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Redes Sociais

Os ataques mais eficazes não atacam sistemas. Atacam pessoas.

  • Duração4 a 16h, conforme os objetivos
  • FormatoPresencial, online ou híbrido
  • InvestimentoProposta após diagnóstico

A componente humana dos ataques informáticos

Esta formação trabalha os princípios psicológicos que a engenharia social explora — as emoções usadas como vetor de manipulação, os pretextos construídos a partir do contexto da organização e o perfil de quem ataca.

Porque é que a formação técnica não chega

Os controlos técnicos protegem sistemas. A engenharia social contorna-os pedindo a uma pessoa que abra a porta — com urgência, autoridade ou familiaridade fabricadas. Reconhecer o mecanismo é o que permite resistir-lhe.

Para quem é esta formação
  • Profissionais de tecnologias de informação e segurança informática que pretendam aprofundar a componente humana dos ataques de engenharia social.
  • Colaboradores de áreas organizacionais frequentemente visadas por este tipo de ataques (recursos humanos, financeira, atendimento a clientes, direção).
  • Formandos e profissionais em formação avançada na área da cibersegurança, cloud security e proteção de dados.
  • Responsáveis por segurança da informação, gestão de risco e formação/sensibilização interna em cibersegurança.
O que a equipa fica capaz de fazer

No final da formação, os participantes conseguem:

  • Compreender os conceitos básicos de engenharia social e a sua aplicação no contexto da cibersegurança.
  • Compreender os princípios psicológicos utilizados na engenharia social, nomeadamente os seis princípios universais de persuasão de Robert Cialdini.
  • Identificar os traços comuns dos atacantes e os seus perfis psicológicos e motivacionais.
  • Relacionar técnicas de manipulação com vulnerabilidades humanas, emocionais e cognitivas.
  • Explorar casos reais documentados que ilustrem padrões comportamentais de ataque e de vitimização.
  • Desenvolver competências para identificar e responder a ameaças de engenharia social baseadas em pretextos.
  • Desenvolver competências práticas através de atividades de análise crítica e de resolução de cenários.
Programa

5 módulos. A carga horária ajusta-se aos objetivos da equipa, entre 4 e 16 horas.

  • Mecanismos psicológicos subjacentes à manipulação de comportamentos humanos.
  • Os seis princípios universais de persuasão de Robert Cialdini: Reciprocidade, Compromisso e Consistência, Autoridade, Prova Social, Simpatia e Escassez.
  • Exemplos e casos reais associados a cada princípio (campanhas de phishing direcionado, engenharia social via helpdesk, spear phishing em recursos humanos, entre outros).
  • Exercício prático: visionamento do vídeo "How to Influence Others" (Robert Cialdini) e elaboração de um texto de análise crítica, identificando um exemplo aplicado à segurança informática para cada princípio.

  • Distinção entre pensamento automático e pensamento deliberado (Sistema 1 e Sistema 2, Daniel Kahneman).
  • Emoções exploradas em ataques de engenharia social: medo, ganância, urgência, curiosidade e empatia.
  • Casos reais: phishing associado à pandemia de COVID-19, falsos cartões-oferta de retalhistas, campanhas de SMS spoofing, esquemas fraudulentos associados a catástrofes naturais.
  • Exploração combinada de múltiplas emoções num mesmo ataque.

  • Viés de confirmação e a sua exploração em campanhas de desinformação interna.
  • Dissonância cognitiva e racionalização de comportamentos de risco após o clique inicial.
  • Efeito de autoridade, a experiência de Stanley Milgram e a sua relação com fraudes do tipo "CEO fraud" / Business Email Compromise.
  • Efeito de halo em perfis falsos e ataques de spear phishing via redes sociais profissionais.
  • Heurística da disponibilidade e o aproveitamento de eventos mediáticos recentes para aumentar a credibilidade de ataques.

  • Características comportamentais comuns aos engenheiros sociais: empatia estratégica, confiança performativa, frieza emocional, capacidade de improvisação e elevado controlo verbal.
  • Tipos e motivações de atacantes: perfil manipulador (fraude financeira), perfil ativista/ideológico e perfil oportunista.
  • Análise comparativa de traços psicológicos por categoria de atacante.

  • Definição de pretexto na engenharia social: construção de uma identidade e narrativa falsas, mas credíveis.
  • Exemplos comuns de pretextos (falso técnico informático, falso fornecedor, falso gestor hierárquico).
  • Condições organizacionais que facilitam ataques por pretexto: ausência de validação de identidade, dependência excessiva da comunicação eletrónica, cultura de obediência hierárquica, rotinas automatizadas e segmentação entre equipas.
  • Estudo de caso: fraude à empresa Pathé (transferência fraudulenta de 19,2 milhões de euros através de um pretexto de "CEO fraud").
  • Conclusões: os pretextos como principal porta de entrada em ataques de engenharia social e o papel da cultura organizacional na mitigação do risco.
  • Análise de um cenário de ataque baseado em pretexto (email de phishing simulando o departamento de IT), com identificação do tipo de pretexto, sinais de alerta, riscos organizacionais e resposta adequada.
  • Reflexão sobre práticas e rotinas organizacionais que favorecem ataques por pretexto.
  • Análise crítica sobre o impacto do teletrabalho no risco de ataques de engenharia social.
  • Entrega de documento com as respostas através da plataforma Moodle.
Como decorre

A sessão combina exposição teórica com análise crítica de casos reais e documentados (nomeadamente relatórios ENISA Threat Landscape, Verizon Data Breach Investigations Report, CNCS, DECO e Interpol), reforçando a ligação entre conceitos de psicologia social e comportamental e situações concretas de cibersegurança. É privilegiada uma metodologia ativa e reflexiva, através do visionamento de conteúdos audiovisuais de referência, da resolução individual de um exercício de análise sobre os princípios de persuasão de Cialdini e de um worksheet de resolução de cenário simulado, com partilha e discussão de resultados entre formandos (identificados por nickname, garantindo anonimato na apreciação entre pares). A avaliação da Unidade Curricular combina atividades práticas individuais (40%) com um projeto final em grupo (60%), reforçando tanto a apropriação individual dos conceitos como a capacidade de trabalho colaborativo em contexto de simulação. Ferramentas/temas abordados Princípios de persuasão de Robert Cialdini (reciprocidade, compromisso e consistência, autoridade, prova social, simpatia, escassez); modelo dos dois sistemas de pensamento de Daniel Kahneman; enviesamentos cognitivos (viés de confirmação, dissonância cognitiva, efeito de autoridade, efeito de halo, heurística da disponibilidade); tipologia e perfil psicológico de atacantes; construção e deteção de pretextos em contexto organizacional; estudos de caso reais (fraude Pathé, campanhas de phishing associadas à COVID-19, SMS spoofing, spear phishing via LinkedIn, Business Email Compromise); fontes de referência do setor (ENISA Threat Landscape, Verizon DBIR, CNCS, DECO, Interpol); plataforma Moodle para submissão de trabalhos.

O que fica no fim
  • O formando compreende os principais princípios psicológicos utilizados na engenharia social e reconhece a sua aplicação em ataques reais.
  • O formando identifica o papel das emoções e dos enviesamentos cognitivos na eficácia dos ataques de engenharia social.
  • O formando reconhece traços comportamentais e motivacionais típicos de diferentes perfis de atacantes.
  • O formando é capaz de identificar pretextos e sinais de alerta em cenários simulados de ataque.
  • O formando desenvolve capacidade crítica sobre condições organizacionais que aumentam a exposição ao risco de engenharia social.
  • O formando aplica os conhecimentos adquiridos na análise e resolução de um caso prático, contribuindo para o seu percurso de avaliação na Unidade Curricular.

Pré-requisitos

Não é exigido conhecimento técnico prévio.

Formato

Presencial, online ou híbrido, adaptado à realidade e aos processos da sua equipa.

Perguntas Frequentes

Não. O foco é a componente humana e comportamental, embora também interesse a equipas técnicas que queiram cobrir essa vertente.

A Empresa Cibersegura cobre hábitos seguros no dia a dia de toda a organização. Esta aprofunda o mecanismo psicológico dos ataques.

Sim, os pretextos e cenários trabalhados partem de situações organizacionais reconhecíveis.

Equipas de TI e segurança, e colaboradores de áreas frequentemente visadas, como financeira, RH e atendimento.

Outros pontos de partida para a equipa

IA Aplicada ao Marketing e Comunicação

Planeie campanhas e produza texto, imagem, vídeo e outros conteúdos através de exercícios aplicados à comunicação da organização.

Introdução à Inteligência Artificial

Explore os fundamentos, aprenda a criar prompts e teste ChatGPT, Claude, Gemini, NotebookLM, Perplexity e Copilot num laboratório prático.

IA na Prática — Edição Compacta

Uma sessão intensiva e hands-on para experimentar prompts, criação de conteúdos, agentes e automação com boas práticas de segurança.

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